quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

jogo dos 7 erros - edição ELLE Brasil

À primeira vista a capa da edição de fevereiro da ELLE Brasil (zzzZzZZzzz...) é bem bacana. Mas aí, se você é do tipo de vagaba que há aaanos para de banca em banca pra analisar a cara das revistas brasileiras, daí a coisa muda um pouquinho. Eu achei vários errinhos, que num segundo momento me deram birra da capa. Mas pra não cansar ninguém com minhas nerdices de revisteiro, vão aí só sete mesmo. A saber:

1) Uau! "Lições de estilo com Alaïa"! Como revista de moda nenhuma pensou nisso antes??
2) "O lado chic da moda 70's". Olha, eu não vejo nada mais inovador desde que até a Capricho publicou matéria igual em 1993.
3) "As páginas bem humoradas da internet". Porque, né?, você usuária de internet, tem que comprar uma revista, de papel, pra descobrir o que tem de site de humor na web; genial!, mais século XXI impossível.
4) "Você é o que você compra -- Descubra qual o seu estilo de consumidora". Sério ELLE? Sério?
5) (a melhor pra mim) Chamada principal: "As peças mais quentes do inverno já estão nas lojas, se jogue!". Ê Brasil-colônia do meu coração... Digo do coração do povo do jornalismo de moda brasileira. Gente, a porra do país é verão quase o ano todo, a gente tá quase andando pelado na rua pra sobreviver e nega maluca me vem querer falar de inverno junto com as publicações de cima do Equador, oi??
6) Aline Weber. De novo. Eu adoro a Aline, acho que da safra dela é uma das poucas modelos que a gente inclusive reconhece só de bater o olho. Mas, porra, toda hora na capa, a ELLE parece que tem um contrato com um grupinho de 5 modelos que vão se revezando nas edições, é a coisa mais entediante do mundo. Moda com cara de repartição pública.
7) Pra arrematar, Aline Weber, de novo, mas dessa vez sem mão direita. Maravilha.


Deixei de fora a aflição que me dá esse cambito, que aparentemente é a perna da Aline. Tentando entender em que posição tá a outra perna (e como essa pobre se mantém de pé).

Visualmente, até que a ELLE Br deu uma melhorada nos últimos seis meses, é preciso reconhecer. Mas é sempre mais do mesmo, não há nada de inovador ou de transgressor ou de inspirador. E, desculpa, mas se não inova, transgride nem inspira, pra mim não é moda. O que é, não faço ideia. E acho que o máximo que consegue é entediar.

Next.


P.S.: Será que tá tão difícil assim criar moda que marque a nossa época? Vai ser sempre essa coisa de usar 50's, 60's, 70's, 80's e 90's? A moda vai seguir vivendo de passado até quando?


Update em 31/01/13: E não é que a ELLE já tinha cortado a mão da moça uma outra vez? =P



...

Não vou escrever a respeito, mas gostaria de deixar registrado no blog que realmente lamento muito pelo ocorrido em Santa Maria, no RS. Dizer o quê numa dessas?
=(



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

quadrinhos, rock...




E um minuto na vida pra pensar e resolver a própria vida. Todo mundo precisa.

Bom fim de semana.




quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

nem Jorge salva

"Salve Jorge" é uma novela tão errada que a protagonista só consegue capa na AnaMaria (e uma capa horrenda de horrorosa!). Enquanto isso a Grazi, que nem no ar tá, ganha a capa da Marie Claire (que é da Globo!).

E vejam bem que a pobre da Nada Consta saiu cafona demais até pra uma revista cafona demais.

Ainda falando em "Salve Jorge" e capas de revista, como eu disse ontem, não sou exatamente um espectador fiel da trama. De forma que queria entender se a Mariana Rios realmente tá na novela, o que ela faz e tals, porque ela tá em tudo quanto é capa e eu nunca a vi em cena, nem uma vezinha. Ela interpreta o quê, uma turca invisível?

Aliás, já que toquei no assunto (e vai que tem alguém aí que assiste o folhetim), a Bety Gofman tem idade (e semelhança física) pra interpretar a mãe da Tânia Khalil?

Por fim, e retomando a dobradinha "Salve Jorge" x Capas, tiro o chapéu pra Giovanna Antonelli. Eu nunca achei ela linda nem nada, o sorriso sempre me pareceu forçado (na verdade, eu passei a ter alguma simpatia pela atriz depois de "Amazônia", adoraaaava a Delzuite). Mas, enfim, pela primeira vez acho que ela está muito bonita, muito mesmo. A ponto de ganhar uma capa (bonita!) da Boa Forma menos de um ano depois de sua última capa na revista (e, olha, eu não via isso desde que a dupla Xuxa/Luiza Brunet parou de fazer capa todo ano na BF.
Enfim. Apenas divagações de quem para em frente às bancas todo dia. Acho (muito) mais interessante uma vitrine cheia de revistas do que "Salve Jorge". Desculpa aí, Glória Perez.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

mulher bonita II - Letícia Spiller merece todas as capas

Eu não assisto "Salve Jorge", mas vira e mexe, enquanto cozinho ou preparo uma aula, acabo ligando a TV na hora. E sempre, sempre, me pego impressionado com o quanto a Letícia Spiller tá linda. não, né?, ela É linda. Sempre foi. Mas sei lá, a gente espera que com a idade as pessoas deem uma envelhecida, é natural, ainda mais mulheres muito brancas. Mas ela, tal qual Jennifer Aniston, consegue ir ficando cada vez mais linda. É de se tirar o chapéu mesmo.

Abri o post, como vocês viram, com a capa da Letícia na finada Interview, lá em março de 1995. Acho que "Quatro Por Quatro" já tinha até acabado, mas ela ainda colhia os louros de sua inesquecível participação na novela. A atriz entrou na última hora na trama, substituindo a Adriana Esteves (que estava deprimida por conta das críticas por sua atuação em "Renascer", veja bem) e sob forte desconfiança do autor da novela, para quem ela era apenas uma ex-paquita.

Eu confesso que pra mim, já na época, não foi nenhuma surpresa. A começar pelo fato de que as jovens paquitas ralavam pra cacete e tinham um modelo de profissional ímpar com elas diariamente, Dona Xuxa (sem contar no marechal Marlene Mattos). Alem disso, Letícia fez "Os trapalhões" em 93, quando ainda conseguia ser bacana. Antes disso tinho feito ainda "Despedida de Solteiro", em 92. Enfim, não era qualquer novata. Tudo bem que eram um papel de protgonista que estavam dando pra ela, mas enfim. Fato é que ela chegou e roubou totalmente a cena das outras tres protgonistas (quem eram mesmo?).

Letícia mereceu todas as capas na época, e eu adoraaaava. Só não rolou a Playboy de 25 anos, que recusou mesmo, para minha revolta (acabaram apelando pra Galisteu, mas la Spiller veio linda de qualquer forma na seção "Dez Perguntas").

Nem sempre, a atriz fez boas escolhas (veja bem, do meu ponto de vista). Deixou de estrelar "Hilda Furacão" pra fazer "Zazá" (coraaaaaagemmm!!!) e abriu mãe de ser a Jade pra raspar a cabeça e fazer uma peça aí. Acontece.

No geral, entretanto, acho que além de ter mantido a beleza da juventude (diria mais, conquistou uma beleza madura ainda maior), penso que ela conduziu bem a carreira. Essa coisa mesmo de não ter feito Playboy naquela época (nem nunca depois, apenas uma capa fake pra revista), acho que ajudou muito pra ela não cair na armadilha de fazer sempre um mesmo papel, no caso o de gostosona. 

 Letícia mandou muito bem na primeira fase de "O Rei do Gado", em "Senhora do Destino", em "Amazônia", fez até "Malhação" com dignidade. E, claro, dominou "Suave Veneno", com sua espetacular Maria Regina (que lhe rendeu aquela sua segunda capa da Elle que eu amo até hoje).

Aliás, pra fechar este post, que era pra ser só fotográfico, fica o registro de que eu acredito que Letícia Spiller merece todas as capas de revistas possíveis: porque tá linda, porque sua personagem em "Salve Jorge" tem relevância, porque ela está mais madura, já tem uma história de mais de 20 anos na TV e pode ir ainda muito mais longe na carreira. E eu não tenho a menor dúvida que irá.

 Adoro a beleza. Adoro ainda mais quando vem com conteúdo.

Espetáculo!


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

a rica e a Lilica

Acho que é perceptível pra todo mundo que nós vivemos numa época em que compaixão é sinal de fraqueza. O bacana mesmo é ser escroto: "desde que eu esteja bem, os outros que se fodam".

Eu entendo que, até por uma questão de sobrevivência, a gente tem que ir se adaptando aos novos tempos. Mas, francamente, se ser cruel de verdade é o novo ser forte, então eu vou preferir seguir sendo um fraco.

A vida se tornou (muito) mais competitiva e a gente tem mesmo que cortar um dobrado pra conseguir viver. Mas EU (e eu estou certo que mais gente também) fui criado (e aprendi com a vida também) tendo sempre em mente que o outro é feito da mesma matéria que eu, tem as mesmas carências que eu, merece tanto quanto eu, de forma que eu não posso me achar melhor que ninguém. Nem melhor que criatura nenhuma. Eu posso não suportar o sujeito, mas eu tenho que, no mínimo, me pôr no lugar dele.

Há alguns meses eu tenho estado com a sensibilidade à flor da pele, e os leitores e amigos mais atentos bem sabem por quê. Se, pisciano que sou, eu sempre fui o besta que se preocupa demais com os outros, depois daquele turning point do fim do ano passado eu nunca mais consegui simplesmente aceitar a "ética" canibalística dos tempos atuais. Não, EU não consigo simplesmente passar por cima de tudo e todos para TER as coisas e assim ser aceito e valorizado. Eu vou seguir preferindo ser eu mesmo, fazendo o meu melhor, não ficando pra trás no bonde da História, mas fazendo tudo sem que eu precise desmerecer ou pisar nos outros. Porque ter respeito pelas pessoas (e bichos e tudo o mais) continua sendo, pra mim, o maior sinal de autorrespeito que eu posso ter. 

Eu não vim ao mundo pra viver sozinho (por mais que adore estar só muitas vezes), e não é destratando ou ignorando o próximo que eu vou viver bem.

Dias atrás eu presenciei uma cena que me chateou ao ponto de me fazer chorar mais tarde. Fim de festa, comida já literalmente sobrando, todo mundo com aquela lomba de quem já não aguentava mais encher o pandú; e numa brecha do portão aberto entrou uma cadelinha procurando sua janta. Quando o dono da festa se levantou e foi levar pra cadelinha (que já tinha saído) uns salgados que sobravam num pratinho, uma bonita super bem resolvida se manifestou, pela primeira vez depois de passar a festa inteira com a melhor das caras de cu, esbravejando pra que ele não desse comida pra cachorra. A cadelinha foi sem comer e eu, de estômago revirado, fiquei estarrecido.

Eu penso que não consegui expressar pro dono da festa o tamanho do meu choque (e talvez este post também não explique por si só, já que vocês não conhecem o contexto), mas hoje, coincidentemente, alguém postou ESTE VÍDEO no Facebook. E eu acho que ele sintetiza tudo que eu tentei dizer aqui desde a primeira linha. Resume o que eu tentei explicar na festa.

Beijo pra vocês todos. Se cuidem.


P.S.: Abraço especial pra minha amiga VaKa, que nunca nem me disse os motivos pelos quais eu passei a não importar. Eu sinto sua falta.
P.S.2: Leitura super recomendada para se aprofundar no assunto, e que vale muito mais que este post: "Qual é a Tua Obra?", do sempre maravilhoso Mário Sergio Cortella. Nem parece best seller.
P.S.3: Não precisava dizer, mas também não custa lembrar: eu não sou santo.



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

a vida segundo o Kid Abelha

(tentar) Dormir...


(fazer força pra) Acordar.


Não tá fáceo essa vida by Leoni, não. Pelo menos eu adoro as duas músicas.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

alalaÔôôÔôôÔ

Puta coisa chata essa obrigação de estar feliz e sorridente o tempo todo. A felicidade se tornou a coisa mais artificial do mundo, perdeu todo o sentido. Porque agora não há intervalos pra tornar os momentos especiais felizes; há sim uma ordem de se estar alegre e festejante* o tempo todo, mesmo que você não tenha motivo nenhum pra isso ou mesmo que a única vontade que você tenha seja a de cortar os pulsos. Desde que na foto você apareça sorridente e com a bebida na mão está tudo em ordem com o mundo.

Puta que o pariu, mundo.




P.S.: Se esse post te pôs pra baixo, clicar na foto talvez ajude a melhorar um pouco a situação.


Update em 16/01/13: Walcyr Carrasco concorda comigo.


Isn't it?

E este é o espírito em 2013. 

Se a sua felicidade incomoda os outros, então isso por si só deve te fazer ainda mais feliz. No mínimo é um sinal de que você está no caminho certo (ainda que, aparentemente, você esteja na bosta completa).

Começando o ano cheio de amor no coração. Comece assim você também.