terça-feira, 28 de maio de 2013

pre-para-ação

Uns cinco ou dez minutos. O tempo que eu passei olhando pra tela em branco, pensando em como começar este texto.

Este não é um período de falta de inspiração, e tenho uns 500 rascunhos de posts aqui pra provar isso. Mas esses rascunhos todos, com textos começados e "abandonados", provam também que este é um momento em que eu estou preferindo não falar.

Perdi um pouco a vontade de comentar as coisas, sejam as pessoais, sejam as banalidades. Fui vencido pela realidade e sua dureza. Minhas preocupações com questões de ordem prática minaram um pouco minha vontade de escrever. Esta é uma hora em que eu sinto mais necessidade da ação que da falação. Cansei um pouco até do que eu mesmo tenho a dizer.

Pode ser cansaço, pode ser medo (das mudanças, das não-mudanças). Acredito que é um momento de transformação, ou ao menos espero que seja isso. E sinto que preciso pra mim todo o tempo que tiver sobrando. De preferência em silêncio.

Ainda não é desta vez que este blog acaba. Mas eu vou dar um tempinho. A qualquer hora dessas, seja por motivo de ordem "fofocatória", seja em definitivo, eu volto a escrever.

Abraços pra vocês todos.



sábado, 18 de maio de 2013

when I think of "you"


Nota de abertura: este post foi escrito umas três semanas atrás. No dia achei melhor esperar pra publicar. Agora acho que tá meio vencido. Mas como a inspiração (e o tempo) andam curto, pra não deixar o blog pelado, vai aí. Me digam depois se ficou passado. Beijos.


Leitores mais atentos, frequentes e pacientes já devem ter percebido que eu ando numa vibe "No Fundo do Baú". Por algum motivo que eu desconheço (ou não) eu ando pensando muito na pessoa que eu era em tempos longínquos. 

"Porra, Humberto, que coisa mais chata.", alguém pode dizer. Eu também acho. E tinha super me prometido não ficar escrevendo essas coisas aqui. Mas daí que o blog é meu mesmo, tô sem grana pro psicanalista e escrever me ajuda a resolver essas histórias. Então, se o assunto te cansar volta pro Facebook. Se não, puxa o banquinho aí que lá vem a história.

Já escrevi muito aqui sobre minha infãncia. Daí, numa noite dessas, na hora de desligar o note, eu comecei a cantarolar na mente uma musiquinha. Não aguentei, procurei (e achei!) o vídeo (aí acima) e dele fui pra mais um monte. Quando dei por mim, já tava lá lembrando do Humberto que eu era com 17 anos.

Era toda uma outra época, claro (pra se ter ideia, a tal música mesmo, nunca tinha visto a cara da cantora); SemYoutube, sem nada (nem MTV tinha aqui na roça), a gente ouvia essas coisas era na Jovem Pan mesmo. E nessa outra época, eu era muito um outro eu, mas muito.

Ouvindo essas músicas eu lembro do L'apogeé e de outras boates (danceterias?) que tocavam tudo isso... mas lembro apenas dos amigos contando, porque eu, hahaha!, nem cheguei a botar os pés. Dançar, sá dançava em casa mesmo (sozinho e morrendo de medo do meu irmão *bully chegar).

Pensa que eu era um menino (menino mesmo) magriiinho, já alto e com míseros 60 quilos, tííííííííííííímido de dar dó, feio de doer. Menina nenhuma chegava perto de mim se não fosse pra fazer amizade e eu só queria morrer por conta disso. Aliás, tinha certeza que ia morrer aos 18 (e sem beijar).

Quando fiz 17 mudei de escola e as coisas mudaram muito. Eu entrei no meio do ano, então, pra minha inimaginável sorte, virei queridinho da sala. Eu já tinha a habilidade de circular entre as panelinhas, mas pela primeira vez eu tinha a minha. E era com essses outros meninos que eu ia pro shopping bater perna atrás de mulher (HAHAHAHAHAHAHAHA, ô Deus, como era feliz e como voltava sempre feliz do shopping mesmo que todos nós tivéssemos dinheiro pra, no máximo, tomar uns tocos das mocinhas).

No fim das contas, e por pura ironia do destino, de todo o bando eu fui o único que arrumou uma namorada (amor da minha vida, amiga pra sempre, de quem já falei muito aqui no blog também).

Eu sei lá, mas essa coisa de ficar lembrando de mim em outros momentos da minha vida tem me feito bem. É meio como se apesar de as coisas não estarem 100%, de não estarem como eu imaginei que estariam (e será que isso aconteceu pra alguém?), elas ainda assim estarem certas. As coisas estão como tinham de estar.

Quando eu olho pra trás e vejo esses "outros" Humbertos, minha vontade é de abraçar cada um deles e falar: "Ó, nao vai dar tão certo não, mas vai dar certo; Não precisa sofrer tanto. Se joga e curte tudo que é de agora porque a hora disso é agora mesmo, o que for de depois você se vira depois. E você vai dar conta de tudo."

Eu odiava ser criança. Então ser adolescente já era meio caminho andado pra tão sonhada idade adulta. E apesar dos pesares de pisciano dramático, essa fase eu aproveitei bem.

Licença que eu vou ouvir mais das sete (milhões de) melhores da Pan.
Bom fim de semana pra vocês.


P.S.: Pode comemorar aniversário fora da data, pra encher (muito) a cara e pedir pra tocarem tudo isso, do jeitinho que eu não fiz quando tinha 17?
P.S.2: Ô 1994, que mora no meu coração! 


*Irmão bully. Hoje Gilda, para os íntimos.


quarta-feira, 15 de maio de 2013

woah!, qual é mermão?

O gif que descreve como eu me sinto quando o problema é muito grande. É bem isso aí.



segunda-feira, 13 de maio de 2013

chora recalcada

Nunca entendi o prazer que algumas pessoas têm em publicar fotos antigas de mulheres lindas, tentando sugerir que elas já foram feias.

Não compreendo em primeiro lugar porque na maior parte dos casos elas não eram feias na época das tais fotos. O padrão de beleza é que era outro, a moda é que era outra, os penteados maravilhosos é que eram outros, bem diferentes. Então não era feiúra: é, na verdade, só a incapacidade de algumas pessoas de olhar para o passado com o distanciamente necessário para apreciar o que era belo naquele momento. Então, desculpa aí, mas Claudia Raia era muito gata nos anos 80.

Em segundo lugar, considerando-se que a dita cuja fosse de fato feia antigamente (Carla Perez, por exemplo, era mesmo muito feia em 1996, apesar de ainda assim ter sido considerada suficientemente gostosa pra emplacar uma capa muito bem sucedida de Playboy à época). Ao menos pra mim, o fato de uma mulher ter conseguido ficar bonita pros atuais padrões significa apenas que ela se dedicou e criou condições para conseguir ficar como ela entendeu que deveria/gostaria de ficar. E ao invés de ser demérito, isso só demonstra força de vontade e merecimento. "Ah, Humberto, com dinheiro toda mulher fica linda". Bom, parabéns pra ela então, que conseguiu. Tá rycah e tá bonita!

Queira Deus que um dia eu e esses recalcados todos de plantão consigamos brindar com a Val Marchiori o fato de que a gente finalmente tá podendo. Vergonha não é ter sido (ou não) feia no passado; vergonha é ser tão infeliz a ponto de uma das maiores satisfações na vida ser ficar rindo da aparência que alguém teve 20, 30 anos atrás. Francamente, puta vida sem sentido, hein?

Hello!



terça-feira, 7 de maio de 2013

This used to be my Véia...

E a Namaria, coitada, tá cada vez mais gagá. Na manhã de hoje ela tocou o terror de novo nos telespectadores, mais uma vez vestida de Madonna e... oh, wait!...

Mals aí, Namaria. Tô ligado que, disfarçado de humor e auto-deboche, você tem lá seu bom senso. Já nossa velha Véia do ♥...


Madonnazis dizendo que foi revolucionário e que ela tá ótima e que zzZZzzz.... em 3, 2, 1.... 


-"Sangue do Cordeiro, o que é aquilo de peruca preta?!"



P.S.: Sobre o Baile do MET, onde nossa querida Véia se apresentou assim, vou escrever amanhã . O assunto já vai tá passado e os blogs tooooodos já terão falado, mas hoje não rola pra mim. Vai matando a saudade do baile de 2011 :P. Beijos, bom dia!



segunda-feira, 6 de maio de 2013

disputado a tapa

Retrato da dura (opa!!) realidade da maioria das bichas brasileiras: Fodidas financeiramente, mas não fodidas literalmente.

A mulherada se sente vingada nessa hora.
=D


P.S.: Sorry o post tosco, não resisti.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

ela é rica

Não se fazem mais mulheres ricas como Viviane Senna. Saudade dos tempos em que discrição, elegância e bom senso também vinham no pacote.

Beijo vivi, te amo, me liga. A gente toma um chá com a Milu enquanto comenta a última lindeza que você aprontou.


P.S.: Aqui, o post maravilhoso que eu adoraria ter escrito, mas nunca me dei ao trabaho (porque penso que a Chauncey Gardner da mídia brasileira não merece tanta atenção). Vale a leitura.



quando ninguém está por perto



Voltei a ver "Friends", desde o comecinho, depois de aaaanos sem assistir. Tanta, mas tanta coisa vem à mente com isso. Vai merecer um post caprichado, mas num outro dia. Hoje é sexta-feira, ninguém quer ler um texto longo.

Por ora vou deixar só esse videozinho aqui, com o resumo de um episódio em particular, com a participação do Ben Stiller. Quem nunca se sentiu como o Ross nesse caso, né?

Abraços!


P.S.: Thiago e Carol provavelmente serão os únicos a entender, mesmo sem legenda no vídeo. Mas tá valendo pra todo mundo. ;-)