terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Preta Gil na capa da NOVA de dezembro é um marco

E eu disse que o blog estava voltando... e está mesmo, acredite. Aos poucos, devagar, mas sempre, até uma hora em que eu volto ao ritmo de antes. :)

Fato é que desde o último post eu quis escrever N vezes, mas nunca dava (nem pra dormir tava sobrando tempo). Quis escrever sobre o helipótero do senador Perrella, sobre aquele caso lá de a Camila Pitanga e o Lázaro Ramos terem sido substituídos pela Fernanda Lima e pelo marido dela, quis escrever sobre a Camila Pitanga branca na propaganda da Caixa (dica do meu amigo Bonobo)... mas internet, sabem como é, passou um dia, morreu assunto (aliás, infelizmente).

Quis muito escrever sobre a capa da Nova estrelada pela Tatá Werneck, em novembro. Completa quebra de paradigmas aquilo, uma mulher que ganhou uma capa dessas mais pela simpatia e talento que pela beleza (nem a Camila Pitanga tem capa na Nova ainda, o que eu acho um erro pavoroso) (e até porque Tatá não é exatamente feia, mas eu pelo menos olho pra ela e só tenho vontade de rir).

Daí, antes que eu tivesse tempo de voltar e escrever sobre qualquer desses assuntos, me deparei nas bancas com a capa deste mês da Nova, estrelada pela Preta Gil. Me julguem, riam do meu ridículo, tirem uma com a minha cara, mas eu senti um arrepiozinho quando vi. Pode não parecer nada pra quem não acompanha essas coisas, mas pra esse tosco que vos escreve, dar-se conta de que uma personalidade gorda (gordinha, cheínha, fofa, chame como quiser) está estampando uma capa de Nova, sabe lá o que é isso? Ainda por cima uma mulher negra? (a segunda brasileira na História de 40 anos da revista)

Zoem o que for, mas qualquer um sabe que "a gostosa" é a mulher da Nova, muitas vezes mais até que a mulher da Playboy (que ganhar post qualquer hora dessas). Falem o que for, riam o quanto for (com motivo), mas a leitora brasileira ainda se espelha na "musa" na capa da Nova. Pensem então no que significa uma Preta Gil na capa da Nova (de dezembro!).

Preta já fez capa de outras revistas, mas o peso (sem trocadilhos escrotos) não é o mesmo. O fato de ela fazer uma capa da Cosmopolitan brasileira significa que muitas mulheres aí vão entender que não precisam ser esqueléticas (como, na verdade, as mulheres da Nova nunca foram) para serem bonitas, desejáveis, saudáveis. E o fato de a Preta vir sorridente, cheia de si, com seus braços e antebraços roliços, só dá mais valor à escolha da revista. Eu fico emocionado mesmo.

Já critiquei e zoei bastante a Preta Gil aqui no blog (convenhamos, ela dá motivo e gosta, né?, filha de Gilberto Gil, ela sabe usar a indústria das celebridades a seu favor). Mas neste post só gostaria de parabenizá-la. Parece uma pequena bobagem, mas é um marco isso que ela conseguiu. Do meu ponto de vista, é uma edição que já nasce histórica, mesmo que o conteúdo seja o mesmo conteúdo de sempre disso que se tornou a Nova. A capa é clássica.

Abraço pra vocês.


P.S.: E nem venham me falar do Photoshop, porque Photoshop todas as capas têm, seja quem for a modelo.