terça-feira, 21 de janeiro de 2014

rolezeiras

Durante o dia de ontem vi que tava rolando um vídeo com as "rolezeiras". Acabei só tendo a chance de assistir bem mais tarde (agora há pouco, de madrugada), porque o tal vídeo foi postado no Facebook de um amigo querido meu. Já tinha feito tudo o que precisava, então resolvi dar uma olhada.


Não sei exatamente qual foi a reação das pessoas nem o tipo de comentários nos Twitters da vida (mas posso avaliar). Só sei que eu não vi NADA de anormal. Muito pelo contrário. 

Mesmo com aquele enfoque tendencioso que só o U-O-L pode dar (mentira, Folha, Jornal Nacional, TV Fama, todo mundo sabe escrotizar legal), achei que as meninas se expressaram muito bem. Achei que foram muito bem articuladas (OK, "barraram nós", mas culpem o lixo que é a educação brasileira antes de caírem de pau nas meninas), muito esclarecedoras e, sobretudo, muito simpáticas. Já quero ser amigo de todas! (na verdade, na minha idade eu conseguiria no máximo ser o "tchitcher" delas, mas tenho certeza que seria divertido assim mesmo). Gostei até do look com Melissa. Adorei a primeira que se apresenta e achei a segunda linda, linda.

Tenho certeza que todo mundo já teve a oportunidade de ler bastante sobre os chamados "rolezinhos". Espero que todo mundo tenha tido a oportunidade de ler análises inteligentes. Espero mais ainda que alguns tenham se dado ao trabalho de ouvir o lado desses adolescentes (como o vídeo, de alguma forma, faz).

Nessa história toda, além da maneira medonha como esses meninos foram expulsos dos shoppings, o que mais me enojou foram algumas opiniões que eu fui obrigado a ler nas redes sociais. Francamente, penso que ninguém é 100% desprovido de preconceito, mas eu não sou obrigado a conviver com gente escrotamente racista em pleno século XXI. Mas não mesmo.

Enfim, a ideia deste post era só dizer que eu achei as rolezeiras bacanas. Vale deixar aqui também este artigo da sempre perfeita Eliane Brum (pode clicar que dessa vez é um texto "curto"). Porque é legal entender os "rolezinhos" pela perspectiva das garotas, mas é imprescindível que se aproveite a discussão pra refletir sobre e procurar mudar tudo isso que continua muito errado nesse Brasil da Copa. Por enquanto não dá nem pra se divertir sossegado.

"Oi gatas, tudo bom, posso conhecer vocês?" 
:-D

4 comentários:

Jose Antonio disse...

ô mano....seguinte:
Nóis sabe que a coisa encrespa nesse país de rolê!
Nóis sabe que as mina e os gato num tem xance pra creçê .
Mó da hora os MC ostentação e mó da hora as mina de melissa, mas vai ser mó da hora quando as mina e os gato do funk creçê e invadi a nossa praia que as dele é maió que as nossa.
Ai vai sê NÓIS NA FITA que nem tchitcher vai valê o relógio dorado no pulso!
Falô?

Tô Ligado disse...

Isso é só uma fase... lembro que em 2011 era época dos EMOS dominarem os shoppings...

Laila Seabra disse...

Convivo com adolescentes o ano inteiro na escola, e quando eles se juntam é bem parecido com o tal rolezinho. Mas digo, de perto eles não são tão assustadores quanto parece. E mais, muitos deles são muito infantis ainda. Aquelas bobeiras típicas da adolescência... ótimo texto, como sempre... beijo!

Marcella disse...

Primo, respeito muitíssimo sua opinião! Inclusive concordo com vários dos seus pensamentos. O fato é que não consegui ver, ou melhor, ouvir o vídeo por mais de um minuto e meio... Sorry! Quem teve a oportunidade de estudar e saber um pouco mais não aguenta ouvir por tanto tempo esses jovens sapateando no português. Tirando o vídeo, ótimo texto! Você é incrível! Beijo grande