sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

The past is just a story we tell ourselves

http://www.youtube.com/watch?v=7aGIkcZ3BTs
 
Pensando e pensando e pensando e ainda sem nada que possa chamar de resolução consistente ou de mínima ideia do que quer que seja. Apenas pensando incessantemente, sem muitas expectativas, pelo contrário, apenas tendo noção de que nada vai vir assim sem mais nem menos, de que nenhuma mudança grande vai acontecer como no cinema. Certeza, talvez, só de que as coisas, assim como esses pensamentos, não têm intervalos, e a vida, dessa forma, apenas vai seguindo. Não há grandes revelações, grandes acontecimentos, grandes porra nenhuma. Apenas há a necessidade de acordar, trabalhar ou que quer que seja que te garanta comida e um teto onde você possa comer, dormir, quem sabe trepar, e quem sabe ainda mais ter uma ou duas horas pra ver algo que goste na TV, pra ler, pra receber um amigo ou seja o que for. 

Pensando e pensando e pensando e tentando reaprender a pensar, pra não viver no automático ou ao menos para não sentir o peso e a dor de viver no automático, já que pelo visto já estamos todos nessa mesmo. Parece não haver saída. As relações todas passam pela máquina. Eu estou aqui, agora, falando por uma máquina. As relações, seja lá o que isso signifique hoje em dia, não existem sem a máquina. Não se consegue uma conversa sem uma tomada ou sem uma bateria carregada.

Pensando e pensando e pensando e sozinho. Todos os caminhos, todas as possibilidades, por qualquer percurso que se prossiga, sempre o mesmo fim. Sozinho. Qual o cabimento nisso? Qual a necessidade nisso?

Na tentativa de não pensar, vai um filme. Do Spike Jonze, o que demonstra bem a sinceridade dessa tentativa. Vá, era só pra completar a lista dos filmes indicados ao Oscar esse ano, era só mais um filme pra ver. E o filme trata, veja que coisa, do relacionamento entre um homem e um sistema operacional. Isso é o que diz a sinopse. A questão de que diz respeito, de fato, o filme, é essa que devia encucar já o mais antigo dos meus antepassados: pra quê tudo isso, por quê tudo isso? Por quê sozinho?

Se ao menos esses pensamentos que não param tivessem a voz a Scarlett Johansson. Continuariam estúpidos como essa bullshitada toda que eu escrevi aqui. Mas seriam sexy de dar vontade de deitar a cabeça no colo e chorar.

No colo de quem? De volta à questão.


Nenhum comentário: