domingo, 20 de abril de 2014

alegría

https://www.youtube.com/watch?v=Fj0jBKWEaQY
"The Middle" começou a ser exibido no Brasil quando eu vivia o momento mais especial da minha vida. Lembro que foi a cara de idiota de Sue Heck escolhendo seus óculos que me fez querer assistir. Bastou o primeiro episódio pra eu adorar a série. E à medida que os outros vieram foi amor completo. A história é toda bem costurada, os personagens todos carismáticos, as atuações todas sempre impecáveis.

Os protagonistas são tão reais que às vezes tenho a impressão que são conhecidos, gente que vai me ligar a qualquer momento (e eu não vou atender, já que, como Mike, odeio cada vez mais falar ao telefone). É possível se identificar com todos os membros do grupo familiar e com várias situações vividas nessas cinco temporadas (espero que venham pelo menos mais umas duas). Brick tem muito da criança que eu fui, Frankie sempre se vira pra dar conta das coisas, Mike com o bom senso (e o esgotamento) de quem já viveu bastante, e até o Axl ando parecendo (mês atrás dei-me conta de que estava largado no sofá há dias, vestindo apenas uma samba canção branca e um boné vermelho sobre enormes cabelos cacheados -- estava o próprio). Mas é além da conta a semelhança com Sue.

Todavia, desde que "The Middle" começou sabe Deus quantas coisas eu tive de passar (e é curioso, porque foram tantas que fazem esses pouco mais de quatro anos parecerem uma vida). E nessas eu acabei "me separando" da personagem: Sue segue feliz, saltitante, barulhenta e acreditando que vai dar tudo certo; eu, desde que meu parceiro pra assistir a série se foi, perdi a vontade, de tudo (por um tempo até fingi que tava OK, mas, acredite, não dá pra mentir pra si mesmo, ainda mais em se tratando de coisas dessa proporção). Nessas, passei a olhar pra Sue como a adolescente que ela é, e, claro, me divirto com isso. E tenho um prazer indescritível em acompanhar suas histórias.

Agora há pouco assisti ao episódio 17 da 5ª temporada, ainda no ar. E "The Middle", como sempre, me fez rir e chorar (chorar muito). Chorei porque eu tô chorando à toa mesmo. Chorei pela personagem. Chorei pela falta que me dói tanto (mas tanto!)... Chorei porque é ruim estar sozinho, saber-se sozinho e ter certeza de que é assim que vai ser. Não porque não haja milhões (OK, algumas. poucas. pouquíssimas, provavelmente) pessoas interessantes por aí; não porque eu não seja extremamente feliz sozinho; mas porque meu n° 1 já se foi. E junto com ele, não necessariamente por conta dele, foi embora toda a alegria. E é muito ruim viver sem alegria.

Vai ver é por isso que amo tanto "The Middle". Porque significa sempre alguns minutos de alegria: cheios de problemas, e batalhas e perdas e tudo o mais que faz parte -- mas sempre cheios de alegria. E cada vez que assisto à série, apesar da falta, sinto a presença alegre do meu companheiro, como era quando a serie começou.

Então, thank you Sue Heck. 
Thank you very, very much.


P.S.: vale clicar na foto.


5 comentários:

Latinha disse...

Umas das coisas que eu acredito muito, é que tudo passa! Parece meio piégas, meio simples demais, eu sei... foi assim que eu avaliei a primeira vez que li isso...

Mas depois de umas trombadas e uns tombos, tive que reconhecer minha arrogância e render-me a frase. Já tive fases não tão legais, onde não via por onde escapar... mas de repente, aconteceu.... no tempo certo a mágica se fez.

Tenho certeza que seu tempo também chega... não se preocupe, novos sorrisos, novas esperanças, novas alegrias, surgem com certeza! E vão se somar ao que você já viu e tal como a Sue, a gente volta a acreditar! Mas... tudo no seu tempo...

Se cuida hein! ;-)

o Humberto disse...

;-)
(grande Leo)

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

Latinha sempre manda bem né?

Tainá disse...

ai Humberto :'(

Tainá disse...

<3