sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

é carnaval!!

Cinderela, do "Terça Insana", passando por aqui, pra ler umas notícias aleatórias pra vocês:



E lembrando das antigas:


Agora sim, Cinderela libera todo mundo pra ir festejar o melhor carnaval do mundo, o do Brasil, é do Brasil!!




P.S.: O sinal da internet caiu quatro milhões de vezes enquanto tentava postar essas notícias relevantes pras você aproveitarem bem o carnaval. A gente sabe que é coincidência, mas fica sempre aquela andréia de que tão de olho no que a gente faz na internet (como quer aquele senhor, que deu uma saidinha dias atrás). Mas isso de cerceamento de liberdade no uso da internet é coisa daqueles países esquisitos lá na Ásia, não é? Por aqui tá tudo de boa.

Bom carnaval pra vocês. 
Volto pro Oscar, torcendo pra Lupita, pro Fassbender e pra "Nebraska".



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Scarlett Johansson

Dissertando sobre "Her" em seu (atual) blog, meu simpático amiguinho Alan Raspante comentou que "ninguém imaginaria que Scarlett Johanssom poderia ser sexy desta forma". A menos que eu esteja errado (e se estiver ele vem aqui me corrigir), Alan falava do fato de que ela não aparece no filme -- a atuação da atriz é toda só em áudio.

Então, eu não sei o que acontece comigo quando o assunto é a Scarlett. Se você considerar, por exemplo, a foto aí acima, do ensaio "ao natural" na edição de Hollywood deste ano da Vanity Fair, vai concordar comigo que ela parece só mais uma americana comum, com uma beleza bem regular e muito menos interessante do que um sem número de mulheres que passam pela gente todo dia.

MAS, sei lá o que ela tem, só sei que ela mexe muito comigo (aliás, nem preciso dizer o óbvio, mexe muito com muita gente). Eu sou meio louco por ela desde que assisti "Match Point", nos primórdios deste blog. Depois de "Encontros e Desencontros" então, aí a coisa complicou mais.

Scarlett me tocou definitivamente, entretanto, foi quando resolveu se meter a cantar. Sei que geral caiu de pau, mas eu senti que era amor mesmo quando ouvi sua versão pra "Falling Down". E continua a mesma coisa, cada vez que eu ouço é sempre a mesma vontade de ficar caladinho e tentar ouvir algo que eu preciso ouvir.

Daí é que eu digo que se foi surpresa pro Alan que a Scarlett conseguisse ser tão sexy usando só a voz, foi surpresa pra mim que isso fosse surpresa pra ele. Se eu não tiver misturado tudo, claro.

Fico por aqui. Eu e Scarlett. Só nós dois.




terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Lupita, muito, muito linda
































Acabei de assistir "12 Years a Slave" de novo (muito bom filme). E eu poderia falar do mal-estar e da desesperança que me tomam cada vez que eu vejo qualquer coisa sobre a escravidão, ainda que ficção. Mas não hoje, talvez nem nunca. Hoje, a poucos dias da cerimônia do Oscar, eu vou ficar só com o brilho absurdo de Lupita. Não canso de estar apaixonado por ela. Sua beleza é dessas que me deixam olhando por longos minutos, tentando entender por que tem gente que nasce assim, tão linda. E seu talento é igualmente especial (no longa, enquanto acompanhamos as desventuras de sua "Patsy", praticamente esquecemos que é Lupita ali, só se vê a Patsy). Enfim, já disse e repito, isso é paixão.


P.S. que alguma hora até domingo vai virar post: Michael Fassbender, olha... vou dizer só PUTAQUIPARIU pra não me prolongar muito num post que é só da Lupitinha. Depois falo dele.


domingo, 23 de fevereiro de 2014

o pássaro azul

Dia desses, sem querer, li uma nota em algum lugar falando sobre os 10 anos de "Garotas Malvadas" e chamando o filme de clássico. De fato "Mean Girls" é legalzinho (amo a Regina George na coroação da Prom Queen), mas chamar de clássico, quando muito, só mostra o quanto o sentido de tudo se esvaziou.

Filmes, ainda mais clássicos, me remetem à qualidade dos longas que a gente costumava ver num programa que perdeu também, há muito tempo, seu sentido, a "Sessão da Tarde". Daria pra enumerar uma digna quantidade de clássicos de verdade (e clássicos da "Sessão da Tarde"). Mas por algum motivo que não sei especificar, quando penso em "Sessão da Tarde" mesmo, daquela com essa abertura (só lembro a da Brigitte Bardot), o filme que me vem à mente é sempre "O Pássaro Azul".

Isso é pré-"A Lagoa Azul" (cê vê que, como já dizia Baby Consuelo, é "tudo azul"). Enfim, eu era muito, muito novinho quando vi isso (chuto 1981). Nunca lembrei nada da história, mas lembrava de uma cena X, só dela (e ainda assim nunca estive certo de que me lembrava direito).

Fato é que há coisa de um ou dois anos baixei o filme -- mas nunca me apeteci de vê-lo. Ontem à noite, passando pela minha lista, resolvi, enfim, assistir.

Quase desisti de cara quando vi que a estrela era a Shirley Temple. Tenho PAVOR da Shirley Temple, muito em função da anã Maísa, que é de quem eu tenho PAVOR de verdade. Mas segui assistindo.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi o garotinho irmão da protagonista: era eu criancinha. Certeza, cer-te-za que minha mãe queria que eu fosse algo tipo ele (e provavelmente todas as outras mães, já que todo mundo da minha época tem fotos com a mesma roupa e os mesmos cabelos).

A segunda coisa que me surpreendeu foi a história em si, mas mais especificamente o fato de que o cachorro e a gata dos dois irmãozinhos protagonistas viram gente, graças a uma fada enrolada numa colcha de patchwork, para acompanhá-los. Eu simplesmente amei a criatura que a gata virou, brilho a atriz e a figurinista.

O problema, contudo, começou nos bichos mesmo: o cão virou homem, o gato (que até então não se sabia que era uma gata) virou mulher. O cão/homem é o parceirão fiel e a gata/mulher é imediata e literalmente tachada de traiçoeira. Longe de mim querer soar feito essas feministas de farmácia, mas pensa em quantas gerações cresceram assimilando esses preconceitos/estereótipos imbecis? Pra completar entra a Luz, uma criatura looooooura que só (mas, enfim, é a Luz, não vamos ser radicais aqui). Vale lembrar que a gata tem os cabelos pretos (se você já teve a oportunidade de cursar "Estudos Culturais" alguma vez na vida vai entender. Se não, procure saber quem foi Stuart Hall.

Daí pra frente eu tomei birra do filme e decidi que ia rever "12 Years a Slave", que já era o que queria ver mesmo. Então passei o "O Pássaro Azul" pra frente pra ver se a tal única cena de que me lembrava existia mesmo. E ela existia. Do jeitinho que eu me lembrava. Não lembrava NADA do filme, mas me lembrei perfeitamente da cena nesses anos todos.

Na busca pelo tal pássaro azul (que pelo que entendi é a felicidade -- curiosíssimo que ela seja justamente blue),  a dupla de irmãos visita o passado e o futuro. A tal cena se passa no futuro, que fica acima das nuvens, num lugar onde todas as crianças se vestem iguaizinhas, mas os meninos de azul e as meninas de rosa (nem vou comentar). Essas são crianças que ainda vão nascer, e pra passar o tempo elas ficam lá em cima inventando coisas. Uma delas, um rapazinho na verdade, com cara de Abraham Lincoln sem barba, está num canto, chatiado.com, e então ele conta que não quer nascer porque o mundo é um lugar cheio de tristeza, sofrimento, injustiças. Em dois tempos ele é convencido pela pequena heroína a nascer e já muda seu discurso, dizendo que vai vir ao mundo pra lutar pra que todas as pessoas sejam felizes e que todas tenham direitos iguais. Claro, ali naquele pré-xoxota onde eles estão não tem UMA ÚNICA criança pretinha, então elas não devem ter sido incluídas nesses direitos dele.

Mas o que interessa de fato é o tal momento em que eu mais me lembrava. Uma porta se abre e vem uma criatura assustadora com uma foice na mão. Não, não é a Morte: é o Tempo (e isso talvez resolva um dos meus maiores pavores na vida; mas isso é caso pra outro post). Enfim, o Tempo vem e busca as crianças que vão nascer naquele dia. Elas vão aos montes, à medida que são chamadas. E aí então vê-se um casal de adolescentes abraçados, aos prantos. O Tempo arruma um tempo pra ir lá ver o que passa e descobre que o rapaz, chamado pra nascer naquele dia, não quer quer ir. O motivo que o faz não querer partir ir é o fato de que ele vai falecer antes mesmo que sua amada vá nascer  -- ou seja, não se encontrarão e, consequentemente, passarão a vida sozinhos. 

É aí que o jovem solta um: "I should be the saddest thing on Earth". E é aí que eu esqueci minha recém-birra com o filme e engasguei. 

Eu me lembrei dessa cena (o que posso chamar de) a minha vida toda. E daí assim, numa hora dessas, numa hora dessas, eu finalmente entendi por quê.

Depois disso eu parei o filme e vim escrever. E não vou terminar de ver não. Deixa o passado lá no passado mesmo. Já tenho trabalho demais tentando não sofrer com o futuro.O tal pássaro azul deve ser o presente, e é dele que me interessa cuidar agora.


Abraços.



P.S.: Sorte de quem vai, daqui a 20 anos, lembrar de alguma cena de "Garotas Malvadas". Eu invejo.
P.S.2: Não demora pra nego fazer uma versão 3D de "O Pássaro Azul" cheia de ação e sexo, né?
P.S.3: Mentira, pulei mais um pouco e vi o final sim. Eu tenho medo dessas "coincidências" que acontecem na minha vida, especialmente no que diz respeito a assistir filmes e/ou séries na hora que preciso ver. O subconsciente é uma coisa muito doida mesmo, Jesus.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

eis o mistério



Quando você assiste à cena final de "O Virgem de 40 Anos" (um filme que, por sinal, eu adoro) e chora é porque as coisas ainda não estão bem, né? 

Tem que ver isso aí.


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Nebraska

Recepcionist: Does he have Alzheimer's?
David Grant: No, he just believes what people tell him.
Recepcionist: That's too bad.


Falta ainda um filme pra ver (o da Julia Roberts), mas já tendo visto todos os demais indicados, posso dizer sem medo de errar que "Nebraska", que acabei de assistir, é o único concorrente ao Oscar deste ano que de fato mereceria um prêmio. Achei todos os demais de fraco a OK.

Bem sei que o vencedor vai ser aquela chatice sem fime do filme do Leonardo di Caprio, e sei também que "Nebraska" não deve ter a menor chance de levar nada. Talvez por isso mesmo tenha me dado vontade de falar dele, apenas pra deixar registrado.

O filme é lindo, tanto no que diz respeito ao enredo quanto à sua fotografia. A atuação do protagonista e dos coadjuvantes que interpretam seu filho e sua esposa é muito especial. Ela então, vou te falar que me deixou dividido (vou ser obrigado a torcer pra ela e pra Lupita). 

Não vou tentar convencer ninguém a assistir o filme (até porque me pergunto bastante por que caralhos a gente tem que assistir os filmes que esse povo escolhe pra concorrer a esse prêmio imbecil, mas enfim). Menos ainda tentarei convencer quem seja a gostar do filme. Apenas dizendo aqui que eu gostei, que eu entendo isso como filme, como bom filme. Na verdade vou sugerir que o resto da prole dos meus pais assistam, mas sei bem que não entenderão porra nenhuma.

Enfim. Deu vontade de escrever, eu vim.
Nevermind.



P.S.: Só pra não ser completamente injusto, "12 Anos de Escravidão" é muito bom (mas vale mais pelas atuações da Lupita e do Fassbender), eu gostei bastante de "Trapaça" [mas mais no começo, quando é mais Amy Adams; Do meio pra lá começa a ficar qualquer coisa. E se der Oscar de coadjuvante pra Jennifer Lawrence -- que está melhor do que estava em "O Lado Bom da Vida" (e quem não estaria?)-- vai ser o cúmulo da sacanagem), "Philomena" é fofinho, mas eu achei mal editado, e, finalmente, "Her" é bem bacana sim, muito lindo e muito significativo da nossa condição contemporânea (mas cadê chance de um filme desses levar Oscar de melhor? -- já me surpreende que esteja entre os indicados).

P.S.2: Não posso perder a oportunidade de repetir que "Gravidade" é UMA BOSTA. Uma criança de dois anos de idade contando que tirou catota do nariz e comeu é mais interessante.

P.S.3: Fosse pelo meu voto, ficaria assim o Oscar 2014:
Melhor Filme: "Nebraska".
Melhor Ator: Escolheria o Bruce Dern, do "Nebraska" mesmo. Também acharia justo Mathew McConaughey. Mas deve dar Di Caprio mesmo.
Melhor Atriz: Cate Blanchett.
Melhor Ator Coadjuvante: Vou te falar que escolheria o Barkhad Abdi (que é dono do filme do Tom Hanks), mas ali bem pau-a-pau com o Michael Fassbender. Mas deve dar o Jared Leto, que tá muito bem também.
Melhor Atriz Coadjuvante: Lupita Nyong'o. Mas se der a June Squibb (a velhinha do "Nebraska") vou ficar feliz também.
Melhor Diretor: Alexander Payne
Melhor Canção Original: Certamente não vai rolar, mas eu gostei de "The Moon Song", do "Her".

P.S.4: Post mais meu cu, né?


Update no mesmo dia, às 16:12h:
E daí que acabei de assistir ao "Álbum de Família", que vem a ser o filme da Júlia Roberts de que falei no começo do post e também o filme que faltava pra completar a lista. E, bem, gostei bastante também. Um filme com um elenco impressionante (tem até a Juliette Lewis), quase pesado, e que conseguiu me manter interessado do começo ao fim (numa tarde queeeente de sábado, imagino se fosse num outro momento em que eu estivesse mais preparado pra ele). Penso, com o perdão da sinceridade, que a única coisa que podia ser melhor seria se a Meryl tivesse sido um pouquinho menos over (tava muito "é a Meryl Streep querendo divar" pra uma personagem que merecia chamar mais a atenção pela personagem que pela atriz). Gostei muito da atuação das outras atrizes todas, e, sim, sobretudo da de Julia Roberts (Sim, também não deve levar o Oscar de Coadjuvante, mas vou deixar ela ali junto de Lupita e da Ms. Squibb na minha torcida). Também acho que a Julianne Nicholson merecia uma indicaçãozinha).

Por fim, só continuo ainda achando "Nebraska" melhor porque "Álbum de Família" beira o novelão com tantos dramas e acaba ficando na coisa da família mesmo. "Nebraska", creio, vai um pouco além quando expões as escrotices, fraquezas e até o que há de bom na condição humana. Em outras palavras, nele as questões extrapolam a história da família (também cheia de problemas). Assim, portanto, corrijo-me por não ter visto "o filme da Julia Roberts (e é dela mesmo)' antes, e até por ter feito um pouco de pouco caso. Mas reitero que, pra mim, "Nebraska" é o melhor dentre os indicados os Sr. Oscar este ano.

E novamente: que postzinho mais meu cu este, né?


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

The past is just a story we tell ourselves

http://www.youtube.com/watch?v=7aGIkcZ3BTs
 
Pensando e pensando e pensando e ainda sem nada que possa chamar de resolução consistente ou de mínima ideia do que quer que seja. Apenas pensando incessantemente, sem muitas expectativas, pelo contrário, apenas tendo noção de que nada vai vir assim sem mais nem menos, de que nenhuma mudança grande vai acontecer como no cinema. Certeza, talvez, só de que as coisas, assim como esses pensamentos, não têm intervalos, e a vida, dessa forma, apenas vai seguindo. Não há grandes revelações, grandes acontecimentos, grandes porra nenhuma. Apenas há a necessidade de acordar, trabalhar ou que quer que seja que te garanta comida e um teto onde você possa comer, dormir, quem sabe trepar, e quem sabe ainda mais ter uma ou duas horas pra ver algo que goste na TV, pra ler, pra receber um amigo ou seja o que for. 

Pensando e pensando e pensando e tentando reaprender a pensar, pra não viver no automático ou ao menos para não sentir o peso e a dor de viver no automático, já que pelo visto já estamos todos nessa mesmo. Parece não haver saída. As relações todas passam pela máquina. Eu estou aqui, agora, falando por uma máquina. As relações, seja lá o que isso signifique hoje em dia, não existem sem a máquina. Não se consegue uma conversa sem uma tomada ou sem uma bateria carregada.

Pensando e pensando e pensando e sozinho. Todos os caminhos, todas as possibilidades, por qualquer percurso que se prossiga, sempre o mesmo fim. Sozinho. Qual o cabimento nisso? Qual a necessidade nisso?

Na tentativa de não pensar, vai um filme. Do Spike Jonze, o que demonstra bem a sinceridade dessa tentativa. Vá, era só pra completar a lista dos filmes indicados ao Oscar esse ano, era só mais um filme pra ver. E o filme trata, veja que coisa, do relacionamento entre um homem e um sistema operacional. Isso é o que diz a sinopse. A questão de que diz respeito, de fato, o filme, é essa que devia encucar já o mais antigo dos meus antepassados: pra quê tudo isso, por quê tudo isso? Por quê sozinho?

Se ao menos esses pensamentos que não param tivessem a voz a Scarlett Johansson. Continuariam estúpidos como essa bullshitada toda que eu escrevi aqui. Mas seriam sexy de dar vontade de deitar a cabeça no colo e chorar.

No colo de quem? De volta à questão.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

pato fu




O conto "Imagem", parte do livro "Tremor de Terra", de Luiz Vilela, sempre me vem à cabeça. Sobretudo o final do conto. É sempre o mesmo soco no estômago.

O problema, acredito, está no sempre. Se são dez anos desde que o li o conto, são dez anos adiando uma solução. Que pelo visto requer mais coragem (mesmo) do que a cara de pau a la João Grilo que sempre me ajudou a sobreviver.

Se viver é apenas sobreviver mesmo eu vou descobrir. E se não for, eu vou buscar meus próprios parâmetros. Não tenho energia mais pra viver segundo os dos outros.

Se me estrepar pelo menos vou ter tentado compreender. Seguir sem saber o que tô fazendo eu não consigo mais. Não consigo mais.