segunda-feira, 31 de março de 2014

and that's how I frame things since (at least) 1989

https://www.youtube.com/watch?v=7YwanhOHduA
Era só o que eu queria.

Não parecia nada impossível 25 anos atrás.
parece impossível agora.

Foda.



domingo, 23 de março de 2014

num estalo

Sabe quando você, num estalo, lembra de uma música que você adorava mil anos atrás? E aí aquela música, num estalo, te lembra de milhões de coisas que você viveu e já tinha até esquecido?

Pois é, tava eu perdido assistindo velharia no Youtube quando começou a tocar uns acordezinhos familiares... a música nem chegou a tocar, mas com um pouquinho de esforço (olha a idade!) ela veio toda à memória, junto com um monte de experiências e pessoas no ano de 1993. Impressionante como eu sinto até o calor que fazia naquele ano quando eu escuto a tal música.

O curioso é que eu me dei conta que a mesma banda responsável por essa tal música é responsável por outras de 91, 92 e 94, que me levam com a mesma intensidade aos respectivos anos. Aliás, a banda por si só já tem muito a cara da primeira metade dos anos 90.

O povo da minha época talvez já tenha se lembrado. Mas se não, clica num dos links aí abaixo e descobre. Depois me conta se faz sentido pra você também. (dica: só ouve as músicas, porque os clipes são de sofrer e, acho, elas fazem mais parte é da nossa memória auditiva mesmo, não da visual).

Inté, bom domingo, boa semana.

1991    1992    1993    1994


P.S.: E o tanto que é engraçado lembrar como eu cantava essas coisas quando não sabia nada de inglês?


sábado, 22 de março de 2014

insÉste!

Eu juro que eu curto essas coisas. É sempre bom esse fio de ilusão, mesmo quando você sabe que é só ilusão mesmo -- e, principalmente, que você não é nem uma Madonna nem muito menos uma Silvia Plath. Mas tá valendo.



quarta-feira, 19 de março de 2014

have no clue



Um vídeo que eu adoro. Uma música que eu também gosto muito. E eu, totally not knowing what to do with myself

Do jeito que tá a coisa, se me derem o pole, capaz de eu rodopiar e bater cabelo melhor que a Kate Moss, porque é só isso que tá faltando pra ficar igual.


eu acho

http://televisao.uol.com.br/noticias/redacao/2014/03/18/justica-proibe-uol-de-cobrir-o-bbb14.htm
Poko.

Vão ter que ocupar o portal com outra coisa agora (jornalismo, por exemplo). 

Grande Globo, sempre fazendo certinho, primeiro botando essa bosta maravilha de programa no ar, e mantendo por 20 anos, depois botando o povo do UÓl pra trabalhar. Falta agora só chamar João Roberto Marinho pra falar mais uma vez sobre como a censura prévia representa uma afronta à liberdade de expressão, né?


Mundão bacana.

terça-feira, 18 de março de 2014

fina, elegante e sincera

 O Uol, aquele portal que ama a Galisteu, solta a última pérola (nada ensaiada) dela:


Vááááários comentários aqui, preparados?

1) Mulher, seu filho tem o quê?, 3 anos de idade? (pode consultar a babá aí, a gente espera) Que criança de 3 anos de idade sabe quem é quem, ainda mais em se tratando de famosos?

2) Nem quem tem idade sabe muito mais da Xuxa hoje em dia, qual a necessidade?

3) MAS, você, Galisteu, sabe bem quem é a Xuxa, né Ném?, não esquece da mulher.

4) Galis, segundo a matéria, argumenta que o menino não sabe quem é Xuxa "porque ele não assiste TV" (aaaaaaaaamo esses funcionários da televisão que fazem a Deborah Evelyn e dizem que os filhos não podem assistir TV). Fosse eu a Xuxa (fosse eu a Xuxa faria exatamente o que a Xuxa, sentada à mesa com Viviane Senna, deve ter feito: cagado um quilo pro que essa mulher fala); Reformulando, fosse a Xuxa eu, e tivesse meu sangue frio fervendo, aproveitava pra dizer que minha filha Sasha também não sabe quem é Galisteu, porque nos quase 16 anos da menina essa mulher nunca conseguiu parar em programa nenhum.

5) Mas picuínhas desnecessárias à parte, o trecho mais bacana na matéria é o que informa que Galisteu se diz anti-Copa (não curte essas arquiteturas dos anos 70, provavelmente). Então, Adriane Galisteu é anti-Copa. Bora relembrar a capa do especial de Copa 2014 da Editora Abril, que circulou meses atrás?
 Isso, essa estrela super revols-anti-Copa na capa. Fecha um pouco, por favor:

Já vi o brasão da CBF no peito, mas fecha mais um pouquinho:

Mais um pouco, pra mostrar o que tá errado:

O mais errado, fecha mais!:

No canto, cacete!;

Isso, agora sim: Galisteu, a "anti-Copa", na capa do especial de Copa, dizendo que na Copa do Brasil 2014 Fifa, a camisa da seleção vira segunda pele.

Por isso que eu curto essa mulher, é só coerência, é só autenticidade, é só espontaneidade.

Consideração Final e a única que de fato merecia post) Maravilha esse título que a Mônica Bergamo escolheu pra matéria dela, né?, nem um pouco nível "TV Fama". Adoro essas jornalistas de fofoca colunistas chiques. O bom é que nem o filho da Galisteu, nem a filha da Xuxa, nem o filho de ninguém sabe quem é essa mulher.

Dá preguiça ou não dá?


cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada

Diz a lenda que Shakira postou essa foto aí acima no Facebook com a legenda: "Bad Hair Day".

Shakira, amor, você sabe que eu te adoro. Você também sabe (aliás, todos nós sabemos) que você é inteligente pra caralho, linda pra caralho, talentosa pra caralho, Gostosa Pá Caramba, que seu marido é gato, rico, parceirão e narigudo e que seu bebê é a coisa mais linda do mundo.

Mas, gata, vamos ser francos? Se tem UMA única coisa que nos une é o bad hair. E a gente sabe que tá loooonge de ser day. Nosso caso é de "Bad Hair Life" mesmo, mulher. Assume, que dói menos. No seu caso então, não dói é nada.


quinta-feira, 13 de março de 2014

cloninho

Olha, eu já ouvi falar em bebê parecido com a mãe, mas essa filha da Gisele é o clone dela. Gente, mas é a mesma cara que a Gisa tinha quando era modelo novinha, J-zuis!


minha dor

"Goodbye, my love, my friend, my pain, my joy
Goodbye. Goodbye. Goodbye."


E vai ficando cada dia mais difícil fingir que eu não sei o que é me me deixa do jeito que eu estou.
Uma hora eu vou ter que aceitar. 


quarta-feira, 12 de março de 2014

o disco ótimo com a Maitê na capa

No post anterior, sobre o Rick Astley, eu perguntei se "Hold me in your arms" fazia parte da trilha sonora internacional de "Vale Tudo" (juro que na minha cabeça era). Caro Clênio veio informar que a música era, na verdade e nas palavras dele, "daquele LP ótimo que tinha a Maitê Proença na capa."

Eu não lembro mesmo da música do Astley na novela (até porque, verdade seja dita, eu não assistia essa novela -- nessa época tava na rua brincando, com certeza. E a novela era um saco, eu acho). Mas lembro do LP e concordo totalmente com as palavras do Clênio (e tenho certeza que todo mundo da época concorda). Tava dando uma olhada na lista das músicas nele e eu adorava quase todas elas.

Você vê como nem tudo muda pra pior. Sim, as novelas estão muito mais fracas, as trilhas sonoras são medonhas e tal. Mas Deus abençoe todos os responsáveis pelo fato de que hoje em dia se der vontade de ouvir uma música que você ama você não leva dois segundos pra achar. Naquela época tinha que quase rezar pra tocar na rádio, torcer pra cair na trilha de alguma novela, gravar num K7 chechelento ou ser bonzinho o ano inteiro pra conseguir que alguém te desse o disco.

Eram outros tempos, já um pouco distantes. Era difícil ouvir a música que você queria, mas também era um prazer sem fim quando você conseguia. É tão passado que não só novela tinha uma outra significação e importância (e capricho de quem fazia) que até os LPs de novela eram um big deal: a gente esperava pra saber quem vinha nas capas, saía sempre o nacional primeiro, depois o internacional, tinha trilha que era tudo na vida ("A Gata Comeu" Internacional, por exemplo), tinha as rainhas de capa (Malu Mader, Claudia Raia, a própria Maitê), tinha até novela que só tinha trilha nacional, porque era mais coerente à trama (como os dois LPs de "Tieta", que eu amava). Era divertido, e muita gente que eu conheço não só tem ainda muitos desses discos, como são verdadeiros experts no assunto (alô, Paraíso!).

Na época desse "LP com a Maitê na capa", eu tinha 11 anos. Lembro nitidamente que eu adoraaava ficar fuçando nas pilhas de discos nas Lojas Americanas e sempre, sempre tinha alguém pra me confundir com vendedor (porque eu era alto e porque tava sempre com uma camisa vermelha, rs...). Quando esse disco saiu, saiu também outra belezura do gênero, o internacional de "Que Rei Sou Eu?". E saiu também o "4o Xou da Xuxa". Quando era criança, presente na minha casa tinha data certa, e disco era só no natal (devo muito da minha noção a esses limites, provavelmente financeiros). Mas não lembro exatamente por que milagre de Deus, naquele meio do ano de 1989 eu ia ganhar não um, mas dois discos. Saí de casa com a missão de voltar com os LPs das duas novelas, mas nunca que eu ia voltar sem meu "4o Xou da Xuxa", ainda mais o meu favorito, hehehe, não, de jeito nenhum. De forma que meu grande desespero desafio foi escolher UM dos dois discos das novelas. Venceu "Que Rei Sou Eu?", que tinha a Giulia Gam na capa (Maitê tava no auge da sua lindeza, mas eu tava na puberdade e era absolutamente, completamente, inteiramente louco pela Giulia Gam -- quase morri quando descobri que aquela cabeleira ruiva era peruca). Enfim, voltei sem o disco da Maitê pra casa, tomei uns torrinhas das minhas irmãs, mas por uma semana fui super popular na escola com meu disquinho da Xuxa. E o melhor é que agora posso ouvir todas as músicas desses três discos e qualquer outro assim que eu quiser (que o diga "One Moment un Time", rs).

Vou fechar este post com uma que eu adoro, adoro e que não lembrava que fazia parte da trilha internacional de "O Salvador da Pátria". Aí abaixo, enjoy it!

Abrazos pra vocês, vida longa à boa música e à boa tecnologia. E às boas memórias, claro. :-)
)

 P.S.: Sobre o Rick Astley, descobri que aposentou, com seis anos de carreira, em 1993, pra constituir família. Quase senti inveja. Também soube, pelo caro Reginaldo, que Rick vem ao Brasil em breve, numa daquelas famosas turnês de ídolos falecidos dos Anos 80. Quem anima?


segunda-feira, 10 de março de 2014

Rick Astley



Quando eu era criança eu achava que o Rick Astley tinha cara de fuínha (prospadrões da época, ainda mais vindo de criança, devia ter mesmo.

Mas assistindo esse vídeo pela primeira vez na vida (essa música era de "Vale Tudo", não era?), achei que ele era até bonitinho.

A voz eu sempre gostei. Acho até que é porque ela era tão grave que destoava dessa imberbice toda e talvez era isso que me causava estranheza.

Não sei que fim tomou o cantor. Acho que o Rick Astley sempre foi meio subvalorizado, se bobear parou de cantar. Não há mesmo muito espaço pra quem faz música só de voz e talento hoje em dia. Tem que ser muito bom no playback e na boca de pato pra conseguir se manter no showbiz.


P.S.: Se tiver alguém aí que saiba mais do assunto, dá uma luz. Vai que a voz do Rick Astley nem era dele, eu não sei de nada.

P.S.2: Também adorava esta (especialmente as negonas do clipe):


P.S.3: E esta (muito):


P.S.Final: OK, procurei alguma coisa (pra saber da voz, o que fosse). Bom, achei isso. A voz (que é dele) continua (quase) a mesma. Mas a cara... não recomendo para corações mais sensíveis (e recomendo muito protetor solar e Reniew pros mais vaidosos). 

Deus do céu, eu preciso de uma barba antes de envelhecer.

not ready, but maybe, possibly, perhaps, willing to be



Dias atrás consegui me dar ao luxo de ouvir música durante o café da manhã, despreocupadamente, como eu amo fazer e como há milênios não fazia (nem lembrava o quanto eu adoro isso). É uma coisa que eu gosto de fazer sozinho, especialmente porque em algum momento eu acabo cantando e a última coisa que eu quero é o susto de alguém aparecer pra censurar minha voz medonha (trauma de infância, by Gilda -- como 90% deles, aliás).

Eu nunca lembro das músicas na hora que quero ouvir, mas eu vou pelo mood e o Youtube se encarrega de me sugerir algo que eu possa gostar. Dessa última vez o Santo me convenceu de que eu queria ouvir "Fidelity", da Regina Spektor. Lá fui eu ouvir.

Como eu estava comendo ainda, acabei de fato assistindo ao clipe (aí acima) e prestando atenção na letra. Exceto pela primeira frase, que não se aplica ao meu caso, todo o resto da canção vale pro que se tornou uma realidade pra mim desde 2010 (ironicamente -- ou não --, só agora, pensando em tudo que me fez ficar assim, é que fui entender o nome da música). Eu confesso que ali num ponto do finalzinho do clipe eu engasguei um pouquinho.

Vez ou outra, apesar dessa sensação maravilhosa de fulfillment que só a solteirice me proporciona, eu acabo, lá no fundo, me perguntando se não vai mesmo, nunca mais, acontecer de eu ser feliz também por estar com alguém que eu goste. Eu acho muito, muito, muito difícil aparecer alguém pra preencher aqueles tacones, e tudo que apareceu depois só confirmou isso, mas ainda assim sempre fica o questionamento: acabou? Fechou a fábrica? Era aquilo mesmo o máximo que eu merecia? Vou ter que passar os porrilhões de anos que me esperam só com o vinho mesmo?

Quando eu penso no quesito "fidelidade" eu penso que vou ficar só com meu companheiro de uva mesmo. Porque foram as trauletadas da falta dela que me deixaram assim. Meu amigo Edu falou ainda hoje sobre ceticismo e desconfiança e, sábio como sempre (tenho tanto a aprender com esse moço), disse que a cura vem. Eu sou muito, muito, muito cético, e a vida só piora isso. Mas eu não sou do tipo acomodado nem do tipo que joga a toalha. Eu sou do tipo Sue Heck. Então, mesmo cético e duvidando quase num nível certeza de qua alguma coisa vá mudar, se existe uma mínima possibilidade de ela mudar (e eu acho que mudança é sempre pra melhor), então eu vou fazer o que der pra mudar.

Enfim. Tem muito chão ainda, e se algum momento dessa caminhada toda eu tiver a sorte de encontrar alguém que valha caminhar comigo, alguém que consiga a proeza de me fazer confiar de novo, que venha. Se não, terei pelo menos caminhado -- bem, tomando vinho e ouvindo minhas músicas.


P.S.: Sdd Edu, sdd VaKa, sdd Leo, sdd Lucas, sdd dos bons todos.


domingo, 9 de março de 2014

entre uma (vida) e outra

Desde que, sem muitas expectativas, assisti a "Nebraska" e me apaixonei completamente pelo filme, fiqui com vontade de rever "Sideways", outro longa do diretor Alexander Payne.

A primeira e única vez que tinha visto "Sideways" (até dois dias atrás) foi em janeiro de 2005. Igualmente de maneira despretensiosa, numa sessão das 14 horas, só pra matar o tempo enquanto a gente esperava a estreia de "Closer", na noite daquele mesmo dia. E eu me lembro bem que mesmo tendo adorado "Closer" e saído um caco do filme (quem não?), eu tinha gostado de "Sideways" ainda muito mais.

Não sei bem o motivo pelo qual passei esses quase dez anos sem rever o filme. Mas posso chutar: "Sideways", filme simpático que só, conta o drama do ansioso, blue e coração-partido Miles. Parece alguém que você conhece? Parece. Mas parecia muito mais aquele alguém (que você não conhece) que ficou lá atrás, naquela vida confusa e em transformação ali pelos idos de 2004/2005. Transformação que, aliás, levou bem esses quase dez anos que não vi o filme. Talvez resida aí a tal explicação.

Em 2005 eu precisava aceitar que nada era mais como eu passei a vida acreditando que seria. E em 2005 eu tinha acabado de encarar, enfim (e bem uns quatro anos depois da hora), que não iria mais passar a vida ao meu lado quem eu achei que iria (pelo menos não mais como minha mulher, mãe dos meus filhos, parceira da minha alma, caralho a quatro). 

Curioso é que eu não lembrava disso. Lembrei enquanto revia o filme. Eu me lembrava mesmo que o protagonista tinha um gênio e uma história parecidos com os meus, mas não lembrava o quê. E eu precisei pensar um pouco pra lembrar de quem é que eu sentia falta naquela época, a saudade de quem me fazia sofrer então (e sabe Deus o quanto).

Foi bom. Porque eu vi que apesar da ansiedade e dos projetos frustrados e das aulas de inglês, eu não sou o mesmo daquele 2005. As histórias todas que eu vivi depois, então, fazem o drama de Miles parecer pouca coisa. Mas sobrevive-se a tudo.

Sobrevive-se, e transforma-se. E, tal qual o vinho, personagem central de "Sideways", a gente melhora com o passar do tempo. Bom, pelo menos os que valem alguma coisa.

E foi ótimo ver o filme e concluir que agora, mais do que vontade de me apaixonar de novo, sinto vontade é de encher a cara tomar um bom vinho. Se é pra ter dor de cabeça (o que nem sempre acontece com o vinho), que pelo menos o prazer seja certo.

Passar bem.


P.S.: Meu amigo Darke não vai ler isso e duvido muito que ele ao menos saiba que eu tenho um blog (espero, aliás, que não saiba). Mas deu saudade dele também. Lembro do quanto a gente riu da semelhança, minha com o protagonista, dele com o divertidíssimo coadjuvante. "Bundão" foi embora de Belo Horizonte pouco tempo depois do filme. E nossas vidas tomaram caminhos bem diferentes. Pro bem dos dois, eu acho.
P.S.2: Mas tava gostosa mesmo a Japa do "Grey's Anatomy", hein?


sábado, 8 de março de 2014

8 de Março, "O" Dia das Mulheres

A cada ano que passa eu acho esta data mais estúpida. Nem adianta vir com aquele papo de "homenagem às mulheres que foram mortas na fábrica blábláblá...". 8 de Março é só uma data comercial como quase todas as celebrações, mas com o agravante de que ela serve também pra lembrar às mulheres quem é que manda -- e, ao contrário do que a Beyoncé pode ter feito você acreditar, não são as mulheres.

OK, Honey B perguntou quem "run the world?", não quem "rule the world?". E quem "rule the world" não são o Pink e o Cérebro (que vivem tentando). E nem as mulheres. Entra ano, sai ano, taí o 8 de março pra lembrar que quem manda nessa porra são os homens, justamente por isso nós demos a vocês, mulheres, um só diazinho pra chamar de seu. Os outros 364 nos pertencem.

No 8 de março, cara mulher, você pode se sentir especial, por sua delicadeza, por sua beleza, pela maneira que só você sabe como cuidar da família, dos filhos, do marido, do modo como só você sabe usar um sabão em pó. Daí, nesse dia, te damos rosas, para simbolizar nosso respeito por você. Não necessariamente pelo ser humano que você é.

Em 2014, a digníssima emissora mais assistida no Brasil decidiu prestar uma dessas "homenagens" às mulheres, e PELA PRIMEIRA VEZ EM 45 ANOS vai deixar que seu principal jornal seja apresentado por duas mulheres. Vejam só que honra, por UM DIA, um SÁBADO (quando normalmente ninguém vê o jornal), duas mulheres vão poder fazer o que dois homens podem fazer desde que o jornal estreou, em 1969. Eu não sei quem tem mais motivos pra se orgulhar, se as mulheres de modo geral ou as mulheres jornalistas, em especial, já que as escolhidas para representá-las são Patrícia Poeta e Sandra Annemberg, dois bastiões do jornalismo nacional. Todo este evento super especial, todo este marco na história da televisão do Brasil só no dia 8 de Março. No dia 10 volta tudo ao normal. E o normal, claro, diz respeito aos homens.

Du-vi-do que o jornal repita essa dobradinha feminina num dia regular. E quero só ver se acontecer alguma tragédia, alguma guerra na Ucrânia, se vão bancar essa "homenagem" ou se não vão chamar pelo menos um William Waack pra apresentar. (não custa reforçar que eu, obviamente, prefiro que não ocorra tragédia nenhuma -- a "homenagem" do jornal já é o suficiente).

Enfim, é isto. E para não correr o risco de ser tachado de machista por alguma feminista de farmácia de plantão/leitora do Uol (isso já aconteceu no Twitter, então vai saber), deixo abaixo alguns links, com posts antigos publicados a respeito desta mesma data ou das homenageadas por ela, neste mesmo blog. Entra ano, sai ano, e não muito mudou. E eu nem creio que vá mudar. "Parabéns mulheres". And I'm sorry.



quinta-feira, 6 de março de 2014

19ª4ª4ª


da Cecília
da Mariana
da Ana Rosa
da Estela
da Augusta
da Milene
da VaKa
da Tutóia
do Abílio
do Afonso
do Sampaio
do Brigadeiro
do Carlos
do Oscar
do Bernardino
do José Antônio
do Eça
do Domingos
do Santos
do Humberto

Muita.


quarta-feira, 5 de março de 2014

muito bem, Dona ELLE

Gostei muito da capa da ELLE de março. Conheço muito pouco (na verdade, nada) dessas novas modelos brasileiras, mas seja lá quem for essa Carolinne Prates, já fiquei feliz de ela ter trazido alguma diferença à capa dessa revista sempre tão caucasiana.

Que isso aconteça mais vezes, a ponto de não precisar chamar a atenção mais pelo fato de uma modelo negra (ou índia ou o que for) ser a estrela que pelo fato de ser uma capa genuinamente linda.


P.S.: Acabei de descobrir que ela é de MoC! E analisando as fotos, fica a impressão de que a ELLE deu até uma escurecida no tom da pele dela na foto, o que, por mais bizarro que pareça, não deixa de ser interessante também (mais sobre isso em post futuro, aguarde).
P.S.2: Como eu continuo achando cafona esse uso de inglês mês sim, mês também nas capas da ELLE, muito Brasil Colônia pro meu gosto. "9 to 5"? Precisa?


segunda-feira, 3 de março de 2014

Oscar 2014 III - É da Lupita!

- Tia A tinha o cabelo bem liso, não tinha?
- Tinha. Liso como de índio, pele morena, olhos verdes.
- Gente, mas a Tia B tem cabelo enroladinho, enroladinho, como que saem tão diferentes sendo filhas do mesmo pai e mesma mãe? Você conheceu os pais das duas?

E foi assim, do nada, de uma curiosidade sobre minha Tia A, com quem eu convivi muito pouco, que eu fui fazendo, sem querer, uma árvore genealógica dos dois lados da família. Fui o mais distante que a memória das minhas fontes conseguiu alcançar.

Não é a primeira vez que essa curiosidade me bate. Vinte anos atrás, adolescente, eu tentei saber mais sobre meus antepassados, mas, não sei exatamente por quê, a empreitada falhou logo. E o pior é que meu avô, melhor fonte de todas, faleceu um ano depois.

Fato é que essa rápida (mas nem tanto) pesquisa sobre os Souza (e Silva e outros mil sobrenomes) esta tarde foi interessantíssima. Algumas características ficam muito claras, como traços físicos, costumes e até mesmo as doenças comuns no lado da família que vem do pai e no que vem da mãe.

Curiosamente, o mais distante que consegui chegar, cerca de 160 anos atrás (pra surpresa quase nível choque de Dona Mãe), termina em senhoras claras e louras, que, pelo que estou quase constatando (na verdade imaginando, e torcendo pra confirmar), se casaram uma com um senhor árabe e outra com um senhor negro (torcendo pra estar certo!).

Das mil histórias pelas quais passei até chegar em passado tão (ou nem tão) distante, a que mais me deixou sem palavras foi a do moço que minha mãe conheceu quando ela tinha seus 11 anos. Um escravo. Minha mãe conheceu um escravo (e pela fisionomia dela quando contou o quanto ela se ressentia das crueldades que a senhora do escravo fazia com ele, você pode imaginar a vida do pobre). Você provavelmente já concluiu e já se chocou com o que me chocou: que esse moço era escravo muitos anos depois de abolida a escravatura -- mais de 50 anos depois, pra ser mais preciso.

Eu sempre fui um apaixonado por História, e acho uma coisa tenebrosa que hoje as pessoas já considerem velho e digno de ser esquecido algo que aconteceu ou alguém que viveu cinco anos atrás (ou bem menos). O curioso é que se as pessoas têm essa facilidade (seria "necessidade" a palavra certa?) de esquecer o passado, elas, por outro lado, mantêm o que havia de mais abjeto nos tempos remotos. Como o racismo, por exemplo (que não é passado, justamente porque nunca se foi, embora, esperaríamos, já devesse ser coisa superada pela humanidade no século XXI). 

Em êxtase pelos achados da minha pesquisa, fui comentar com parente próximo sobre os casos que ouvi. Em tom que me fez pensar que eu sou um louco que foi mexer no que não tem que ser mexido, ele perguntou por que eu comecei tudo isso e eu falei que surgiu da curiosidade sobre a diferença dos cabelos das tias. Nisso, fui obrigado a ouvir: "Bom, meus filhos nasceram de cabelo enrolado, mas pelo menos eles nasceram brancos". E foi aí que lembrei que não tem jeito mesmo e que as coisas não vão mudar. E que o mundo é bacana, mas as criaturas são, sempre foram e sempre serão uma bela bosta.

Enfim, toda essa história aconteceu menos de 24 horas depois que minha paixão, Lupita Nyong'o levou seu primeiro Oscar (por sua atuação em "12 Anos de Escravidão"). Não desmerecendo o talento dela (muito pelo contrário, ele inclusive foi o motivo pelo qual me apaixonei por ela), mas é nessas que eu vejo que muito da emoção gigante que me tomou quando ela venceu a disputa não foi só por ela ser a melhor atriz este ano. Foi pelo tapa gigante na cara que ela dá em gente que tem esse tipo de mentalidade a esta altura da "evolução".

Dá-lhes, Lupita! Esse Oscar é nosso, princesa.



domingo, 2 de março de 2014

Oscar 2014 II - Meus Favoritos

Minha intenção era fazer um post sobre o Michael Fassbender e mais alguns outros, um pra cada uma das categorias que eu gosto de acompanhar no Oscar. Mas, preguiça bateu com vontade, domingo de carnaval tá ótimo como sempre (um sosseeeeeego), então vou fazer só este post aqui mesmo, onde vou, basicamente, dizer quem são minhas apostas para a premiação de hoje (não que eu já não tenha feito isso uns poucos posts atrás, mas enfim). ¿Vamonos?

Melhor Filme: "Nebraska"

Melhor Diretor: Alexander Payne (por "Nebraska")

Melhor Atriz: Cate Blanchett

Melhor Atriz Coadjuvante: Lupita Niong'o

Melhor Ator: Bruce Dern

Melhor Ator Coadjuvante: Michael Fassbender


Como bem sabe qualquer um que conhece um pouco sobre como Hollywood funciona, esses são, na verdade, os indicados que eu gostaria que ganhassem, não exatamente os que provavelmente vão ganhar (infelizmente).

Vocês aí, curtem essa bobagem de Oscár? Vão assistir? Têm listinha de favoritos?

Vejo vocês qualquer hora dessas, talvez durante o evento (comentando qualquer coisa), talvez só amanhã, com os premEados (como diria o falecido Arnaldo Jabor).

Inté.


Oscar 2014

Hoje tem Oscar. "Yay!" (Sim? Não?)

Pra mim vai ser sim, se eu não dormir antes. Apesar de saber das marmeladas, sem gracices e injustiças todas de sempre, este ano a cerimônia do Oscar vai ter que me entreter, preciso dela. Fora que, acho que pela primeira vez, vi todos os filmes indicados, o que me deixa também por dentro das únicas categorias que me interessam nessa baboseira toda.

"Mas Humberto, e essa foto dessa mulher aí?" Olha o respeito! Como saberão os bons, esta é Annete Bening, uma das estrelas do ensaio "sem maquiagem" da Hollywood Issue daVanity Fair em 2014. E eu escolhi a foto dela, em primeiro lugar, porque me assustei um pouco mesmo (gente, outro dia mesmo -- 20 e poucos anos atrás -- Annete engravidou e teve de ceder o papel de Mulher-Gato pra Michelle Pfeiffer, e agora já tá assim tão velhinha, como pode?). 

Mas o motivo real é porque acho um pecado que ela não tenha levado o Oscar de melhor atriz em 2000, por aquele espetáculo que é a atuação dela em "American Beauty". Admito que torci pra Hillary Swank levar o prêmio (eram outros tempos, a vitória de Swank teria -- e teve -- mil significados positivos para mil causas...), mas todos sabíamos, já naquela época, que Annetezinha merecia muito, muito mais (se soubesse que Hillary ia levar "Melhor Atriz" de novo em 2005 -- e ganhando, de novo, de Annete, aí que tinha torcido pra estrela de "American Beauty" levar mesmo.

Enfim, este aqui foi só pra abrir pro assunto. Tem mais alguns posts pra sair a qualquer hora ao longo do dia. E durante a premiação, se o sono não for o grande premiado da noite, escrevo alguma coisa tmbém (sei que ninguém tá lendo, porque todo mundo achou que eu tinha abandonado blog de vez, mas tá valendo).

Até breve então, vamos ver o que vai dar pra comentar este ano.