domingo, 8 de junho de 2014

opa, bom dia!


Vamo ouvir uma musiquinha pra esquecer o chorume da madrugada?

Sorry por quando eu escrevo depois de ver filme (no caso foi esse).
Ótima semana pra vocês.


não tem fim

Na volta de uma das nossas viagens, conversando no avião, e por não sei que motivo, a gente falou sobre o que aconteceria quando nossos pais morressem. 

"Eu vou continuar tendo família, sou filho da Letícia e do Chico.", ele disse, sem nem pestanejar. E estava certo -- qualquer um que o tenha conhecido de verdade sabe das três mães dele, a mini-drag, a madrinha e a amiga Letícia. 

E então ele, mesmo brincalhão do jeito que era, olhou pra mim e viu que eu fiquei calado. E "sem-filtro" (ou "sem loção") como também era, foi logo soltando: "Se seus pais morrerem você fica sozinho no mundo, né?"

Eu, que já conhecia bem a peça, e o amo por isso mesmo, engoli em seco. E daí ele abriu aquele sorrisão e completou: "Não chora não que eu vou cuidar de você." E foi aí que eu quis rir, mas acabei chorando de verdade. Porque eu nunca tive estrutura pra ouvir isso. E porque no fundo eu sabia o que me aguarda numa situação dessas.

Foi doído, mas foi uma das situações onde mais senti algum carinho de outra pessoa por mim, talvez por isso lembre dela sempre.

Mas daí, contrariando tudo que qualquer um jamais pudesse ter imaginado, ele se foi, antes de todo mundo e muito, muito cedo. E eu me dou conta de que essa coisa que às vezes bate bem aqui em mim e que me deixa triste, muito triste é o fato de saber que eu não vou ter você pra cuidar de mim.

Eu sinto muito sua falta, Señor.
Eu sinto muito.